Grupo desenvolve cadeira de rodas automatizada usando reciclados em SP

jan - 15
2020

Grupo desenvolve cadeira de rodas automatizada usando reciclados em SP

 

Professores e alunos da Universidade São Judas em Santos, no litoral de São Paulo, desenvolveram uma cadeira de rodas infantil automatizada usando apenas plástico reciclado. O projeto teve início em 2018 e contou com um prêmio de um concurso promovido pela Ambev como investimento.

O projeto de extensão teve início no primeiro semestre de 2018, idealizado pelo professor e fisioterapeuta Rafael Fortes, com objetivo de fazer um produto acessível às famílias de baixa renda. “A cadeira desse projeto utilizava canos de PVC e componentes eletrônicos importados”, comenta.

No segundo semestre do mesmo ano, o estudante de engenharia civil Diego Leal assumiu o projeto e decidiu inscrever a cadeira de rodas em um programa de startup da Universidade São Judas, o Anima Nest. “Fui selecionado para seguir no programa e levei uma proposta melhor que o projeto inicial”, comenta Diego. “Esse novo protótipo teria sua estrutura feita com plástico e alumínio reciclado, além de alguns recursos novos, como a regulagem de altura, largura e profundidade do assento, podendo acompanhar o crescimento da criança”, conta.

Mesmo não alcançando uma posição relevante no concurso, a dupla não desistiu. Em setembro, surgiu a oportunidade de participar do programa Start Ambev, que investiria nas 15 melhores ideias para tirar os projetos do papel. “Foram 2.400 inscritos. O processo foi bem corrido. Na última fase, com 60 projetos inscritos, foram três dias de encontros e tínhamos três minutos para falar sobre cada projeto”, revela.

Dessa etapa, passaram apenas 21 projetos. Eles tiveram ainda uma entrevista com os investidores por apenas seis minutos, para convencer da importância da cadeira de rodas. “O grande diferencial é o material reciclado, que contribui para a destinação correta do plástico e alumínio”, conta Diego. “A cadeira de rodas também visa a criança de baixa renda, já que uma cadeira motorizada infantil custa entre R$ 5 mil a R$ 15 mil e a criança precisa trocar conforme cresce”.

Após vencer o concurso, Diego convidou alunos para participar do projeto e, com o investimento, tirar ele do papel. “Reuni o Rafael, fisioterapeuta e idealizador da cadeira de rodas, os estudantes de engenharia de produção Isabelle Ingrid e Anderson Pacheco, a estudante de engenharia civil Monique Cunha e a designer Karem Carvalho”.

A cadeira que o grupo projetou é pensada com base em crianças entre 4 e 10 anos, com restrição ou dificuldade de andar. Os equipamentos eletrônicos são nacionais e, de acordo com os idealizadores do projeto, a pretensão é de comercializar desmontada. “Assim, as crianças e seus cuidadores podem ‘montar brincando’ e tiramos o peso de um equipamento médico tradicional na vida dela”.

O custo de fabricação da nova cadeira está em aproximadamente R$ 800 e deve ser comercializada a até R$ 2 mil. O lançamento, de acordo com Diego, depende do andamento do projeto. “Nos próximos três meses, vamos analisar a situação. O lançamento deve acontecer daqui a um ano, de acordo com a nossa previsão”, finaliza.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/educacao/noticia/2020/01/13/grupo-desenvolve-cadeira-de-rodas-automatizada-usando-reciclados-em-sp.ghtml

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